Estilos de aprendizagem é assunto que deve estar na pauta de leitura do professor efetivamente preocupado com a questão da aprendizagem de seus alunos e que queira, de fato, tomar iniciativas para que essa aprendizagem de fato aconteça.
Já que no post anterior falei de tirinhas - e aproveitei para dar um destaque na Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica - comento uma ferramenta interessante de criação, on-line, de estórias. Myths and Legends é um site para quem alunos, professores e qualquer pessoa que gosta de contar estórias. E que, no espírito Web 2.0, oferece a possibilidade dos "ciberleitores" postarem comentários sobre as estórias. Agora o site oferece a versão 2 do Story Creator. Com essa ferramenta, qualquer pessoa pode criar - on-line e gratuitamente - uma estória. Basta criatividade e um mínimo de domínio das ferramentas, além de um conhecimento mínimo de inglês, já que o menu e todas as informações estão em inglês. A ferramenta oferece algumas possibilidades bastante interessantes, como gravar locução, inserir efeitos sonoros e imagens. Um possibilidade interessante que o site oferece é a do professor pode rever a estória antes que seja publicada. Detalhe importante. Na hora de se cadastrar, o usuário brasileiro deverá escolhar "Other" para indicar a escola à qual está vinculado. A lista de escolas do site só inclui estabelecimentos de ensino estadunidenses.
Para ver uma das várias estórias criadas no Myths And Legends, basta clicar aqui.
Tirinhas e quadrinhos para mostrar saberes na escola
Por que não usar tirinhas para que os alunos demonstrem conhecimento em determinados temas? Sites para isso existem. E são vários. Fáceis de usar e, no que ajuda pacas, gratuitos. E vários oferecem a possibilidade das tirinhas ainda serem compartilhadas em redes sociais como Twitter, Orkut e Facebook. Preparei uma lista de sites para criar tirinhas. Alguns oferecem mais recursos que outros. Cabe ao usuário decidir qual o que melhor lhe atende. A lista que elaborei está em ordem alfabética. Portanto não exprime preferências ou prioridades. Contudo, não pretendi esgotar a lista das possibilidades. Quem souber de outros sites por favor me informe e logo atualizarei essa minha lista.
Também é preciso instituir mecanismos reais de controle de qualidade e produção dos docentes. Nenhuma universidade de primeira linha resiste a décadas de emprego vitalício garantido a qualquer um que passe num concurso público de ingresso.
A frase é de Élcio Abdalla, Luís Raul Weber Abrano e João Carlos Alves Barata, todos docentes da USP, no artigo "Universidade ameaçada", publicado na Folha de S. Paulo no último dia 6 de novembro. Mas a idéia que traz se aplica muito bem à escola pública brasileira, onde a permanência na função depende única e tão somente de uma aprovação em prova que cuida essencialmente de conteúdos a serem ensinados. Depois se perpetua a incompetência, pois o professor incapaz jamais será demitido: o lugar é dele, prá sempre. É isso mesmo, o incompetente, o desprovido de compromissos com a função e com as pessoas permanecem, não perdem o "assento". Perdem os alunos, perde o país. E o projeto de nação vira, em parte, sonhos ao vento.
Uma leitura recomendada para quem pensa em um projeto de uso de netbook na escola ou quer saber mais sobre as possibilidades de uso desse equipamento: "Netbooks in K-12: Thinking Big by thinking small" .
O e-book foi organizado pela Teach&Learning, patrocinado pela HP e Intel e disponibilizado no eBookHost.
Não foi o vestido, afinal nem tão curto. Foi o tamanho da multidão o que mais me impressionou nos vídeos do YouTube sobre a aluna hostilizada numa universidade paulista na semana passada. Enquanto a estudante de turismo sai da faculdade escoltada por PMs, a câmera sobe e mostra uma cena dantesca: como numa arena romana, milhares de alunos berram e gesticulam. O mundo do ensino "universitário" privado brasileiro, especialmente à noite, é um amálgama triste de circo com zoológico. Estão lá filhinhos de papai que poderiam estudar numa faculdade melhor, mas por burrice e/ou preguiça acabaram em alguma boca de porco, período noturno. Estão lá as pessoas de classe média/média baixa que fizeram com sacrifício os ensinos básico e médio, ganharam uma formação cheia de falhas e agora veem numa faculdade de quinta categoria e chance de um diploma superior. Estão lá também as exceções das exceções, alunos com bom potencial, que sentam na frente, estudam, tentam se motivar - mas são solapados pela mediocridade geral do ambiente e pelas necessidades imediatas da vida real. Eu podia arriscar aqui comentários rasos sobre psicologia de massa, podia tentar falar de moralismo e de falso moralismo. Podia tentar entender por que uma aluna de vestido mais ou menos curto fez disparar tamanha reação de ódio em cadeia. Mas prefiro focar na cena da multidão, naquele momento animalesco. Como uma universidade pode ter tantos alunos assim? Que tipo de ensino esses caras recebem? Será que dá para chamar de ensino? Um diploma obtido desse jeito, e num lugar desses, vale tanto assim? Perto de casa, há uma universidade desse naipe. No começo e no fim das aulas, as ruas são tomadas pela horda de estudantes. Não há, literalmente, espaço para os carros passarem. Nessa universidade, minha vizinha, existe até curso de medicina. Como dizem no Twitter: #medo.
Criatividade e domínio de tecnologia fazem acontecer essa aula
Matthew Weathers é um professor que mora próximo a Los Angeles. Ele combinou edição e mixagem de vídeo com ação ao vivo [live action], em um experimento que foi a sua "travessura" no Halloween, no último dia 28 de outubro. A "travessura" foi apresentada durante a aula "Nature of Math". Matthew é professor assistente do Departamento de Matemática e Ciência da Computação da Biola University. É uma universidade privada, cristã evangélica, localizada no sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
Web 2.0 - Erros e Acertos - Um guia prático para o seu projeto
Já está disponível o e-book Web 2.0 - Erros e Acertos - Um guia prático para o seu projeto, de autoria de Paulo Siqueira. No seu e-book, Paulo Siqueira explica, em linguagem clara e didática, como concebeu, desenvolveu e colocou em prática um projeto para a web, passando pelo planejamento, programação, publicidade online e, finalmente, a execução. É um relato prático e real, interessante para programadores, analistas, desenvolvedores, gerentes de projeto, executivos de TI, blogueiros, jornalistas de tecnologia. Enfim, uma leitura recomendada para qualquer pessoa que tenha curiosidade ou queira saber um pouco mais sobre como fazer funcionar um projeto para a Web. Recomendo a professores e estudantes que de alguma forma estejam envolvidos com a web que também leiam o livro. O autor do livro, Islamabad e outros cinco escritórios reionais. Mantém ainda o blog Orlando Pedroso, artista gráfico, colaborador da Folha de São Paulo,revistas da imprensa e livros infanto-juvenis. O livro foi prefaciado por Gilson Schwartz, economista, sociólogo e jornalista, professor de Economia no Curso Superior do Audiovisual e coordenador do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da USP. O lançamento do e-book foi precedido por uma divulgação através de processo colaborativo que envolveu mais de 80 blogs, dentre eles este meu, Tecnologias Digitais e Educação, e vários usuários do Twitter. Claro que eu também "tuitei". Recomendo a leitura. Satisfação garantida. E de qualquer forma sem dinheiro de volta. Afinal, o e-book de Paulo Siqueira é distribuído gratuitamente, sob licença Creative Commons. Ler é muito bom. De graça, melhor ainda. E como vem aí um final de semana prolongado, recomendo que coloquem o e-book de Paulo Siqueira na lista das leituras nesses dias. São poucas páginas com um texto leve. Sobrará ainda tempo para o lazer.
Siftables: cubos computadorizados. Coisa para se pensar na escola?
Esses é que são verdadeiros cubos mágicos! Seriam bom ser criança e estar em uma escola que utilizasse recursos como esse para a aprendizagem? Sonho ou delírio? Quanto a ser criança, no meu caso só pode ser delírio. Quanto a sonhar com uma escola que mais e melhor incorpore as tecnologias digitais, nada mais natural. E torcer para ter tempo de vida suficiente para ao menos ver alguns dos sonhos se tornando realidade.
Se tiver dificuldade com a locução em inglês, clique em "View subtitles" e escolha a opção Portuguese (Brazil) A legenda na nossa língua surgirá.
O ToonLet, do qual falei no post anterior, traz uma "modernidade". Ele permite criar um "comics" a partir de coisas postadas no Twitter, o microblog da moda. É bem simples. Prá começar, clica-se em "Make a comic from tweets!". Na tela que se abre se procuram nomes, frases, endereços, #tags ou qualquer outra coisa que possa indicar o post a ser usado na tirinha. Em seguida o textos buscado no post do Twiiter fica disponível para constituir as falas dos personagens. Resolvi testar o recurso da integração do ToonLet com o Twitter. Usei um post do Jarbas Novelino Barato em seu Twitter, a respeito de um lamentável episódio, envolvendo uma aluna de uma unidade da UNIBAN em São Bernardo do Campo, que foi parar no YouTube. Assim criei um "comics", ainda que consciente de que não houve comicidade alguma no fato. Ao contrário, é de se lamentar o episódio, uma barbárie, um verdadeiro espetáculo de terror oferecido por estudantes de ensino superior. Apenas aproveitei uma fala do Jarbas, no Twitter, para testar o recurso de busca e integração do Twitter oferecido pelo ToonLet. O ToonLet oferece um código, script de Java, para inclusão [embeddment]da ritinha em blog. Mas o código não funcionou no blog do UOL. A saída foi colocar o link. Clique na miniatura, abaixo, e veja a tirinha.
Acabo de descobrir mais um site que permite criar tirinhas cômicas. É o ToonLet. Pode não ser um site novo, mas foi novidade para mim. Para usar basta cadastrar-se. O uso é gratuito. Depois que o e-mail informado no cadastro for confirmado, basta ir ao site, escolher personagens e colocar a criatividade prá fora, na estória e nas falas.
Tem muita gente que lida com internet mas não sabe o que é URL. Me lembrei disso quando preparava o post anterior, sobre o GazoPa. Pois agora é fácil ficar sabendo o que é URL. Basta ver o vídeo abaixo. Com ele dá para ver também que tem muita gente nessa Terra Brasilis que não sabe o que é URL.