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Avatares de alguns dos meus seguidores no Twitter segundo oTwitter Mosaic.

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Tecnologias digitais e Educação


Frase do momento

"Toda tecnologia tanto é uma bênção como um fardo; não uma coisa ou outra, mas sim isto e aquilo."

Frase de Neil Postman, que foi chefe do Departamento de Cultura e Comunicações da New York University,
no seu livro Tecnopólio; a rendição da cultura à tecnologia.

Existe um site para a discussão sobre as idéias de Postman nesse livro.
Alguns textos de Postman estão disponíveis na rede



Escrito por Simão Pedro Marinho às 13h15
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Obama: presidente 2.0 Com ele a geração "net" estaria chegando ao poder

Em entrevista para a Folha de São Paulo, publicada ontem, Dan Tapscott, pesquisador canadense autor do livro "Growing up digital; the rise of the net generation" [publicado no Brasil com o título de "Geração Digital:  a crescente e irreversível ascensão da geração Net"] e do mais recente "Growing Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World" mostra como a geração Net -  formada por pessoas nascidas a partir da segunda metade da década de 80 - de alguma forma chega ao poder junto com Barack Obama que teve que "brigar" com os serviços de segurança para continuar usando seu Blackberry pessoal.
O  que leva Tapscott a fazer essa afirmação? O fato de que esses jovens entraram para a política num novo tipo de militância, que se dá em espaço como os sites de relacionamento, o Twitter - um blog curto, restrito a apenas 140 caracteres - e até o YouTube.
Essa realidade, que, otimistamente, poderá estar em breve em qualquer país, chama a atenção, no caso do nosso país, para a necessidade da escola envolver-se na inclusão digital. Afinal, se a cidadania hoje passa pelo acesso à grande rede de comunicação, trazer seus recursos para uso nas escolas - notadamente as públicas, que atendem um público que tem menor chance de acesso às tecnologias digitais - é tarefa dos educadores.
Queiramos ou não, esses novos "seres digitais" estarão desafiando a escola, cada vez mais.
Ao invés de fingir que tais tecnologias não existem ou de fazer de bobo como se o assunto não fosse com ele, o melhor é que cada professor da Educação Básica se torne também cidadão de uma cibercultura, crie intimidade com esses recursos e os incorpore em seu cotidiano, inclusive na relação com seus alunos.

Segue a entrevista, na integralidade conforme disponível na versão on-line de jornal.
Tornei a entrevista um hiperdocumento, inserindo vários links que me parecem úteis para quem ler este post.

Leia a entrevista. Discuta-a com seus colegas de escola, depois que cada um tiver contado como foram as suas merecidas férias.

Obama é o primeiro presidente digital

Pioneiro no estudo da "geração digital" vê ascensão de grupo de influência que não aceitará governo tradicional e será incomumente exigente

Esta eleição marcou o nascimento de "uma força política irresistível", acredita o autor do clássico "Growing Up Digital -The Rise of the Net Generation". Essa força vai dominar e transformar o meio político nos EUA, prevê o estudioso canadense. "Em 2015, quando todos eles tiverem idade suficiente para votar, comporão um terço do eleitorado", calcula.

SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON

Em 1996, quando a internet engatinhava, o canadense Don Tapscott detectou um fenômeno. Era o que ele chama de "Geração Digital", pessoas nascidas a partir da segunda metade da década de 80, para quem os avanços tecnológicos são realidade, não conquista. "Pela primeira vez, os jovens, e não seus pais, são as autoridades numa inovação central da sociedade." Pois essa geração chegou ao poder na última terça, com a posse de Barack Obama, defende o autor, acadêmico e empresário, em entrevista por e-mail à Folha. Mas os jovens fizeram mais do que apenas votar no democrata, segundo Tapscott. "Eles entraram para a política, mas no seu tipo de militância política", disse. Ela envolve militância via site de relacionamento social Facebook, noticiário via site de pequenas mensagens Twitter - e uma cobrança maior e mais imediata.

 

FOLHA - O que é "crescer digital"?
DON TAPSCOTT
- Os jovens de hoje são a primeira geração a amadurecer na era digital. Essas crianças foram banhadas em bits. Diferentemente de seus pais, elas não temem as novas tecnologias, pois não são tecnologia para eles, mas realidade. Eu os chamo de Geração Net. Sua chegada está causando um salto geracional -  eles estão superando os pais na corrida pela informação. Pela primeira vez, os jovens, e não seus pais, são as autoridades numa inovação central da sociedade. Essa geração está tomando os locais de trabalho, o mercado e cada nicho da sociedade, no mundo todo. Está trazendo sua força demográfica, seus conhecimentos de mídia, seu poder de compra, seus novos modelos de colaboração e de paternidade, empreendedorismo e poder político. Eles são "multitarefeiros", realizam várias atividades ao mesmo tempo. Para eles, e-mail é antiguidade. Eles usam telefone para mandar textos, navegar na internet, achar o caminho, tirar fotos e fazer vídeo - e colaborar. Eles entram no Facebook sempre que podem, inclusive no trabalho. Mensagem instantânea e Skype estão sempre abertos, como pano de fundo de seus computadores. O adulto típico de meia-idade de hoje cresceu assistindo a cerca de 22 horas de TV por semana. Mas só assistia. Quando a Geração Net vê TV, trata-a como música ambiente, enquanto busca informação, joga games e conversa com os amigos on-line. Os "digitais" representam um desafio para todas as instituições. Para o governo, são desafio como consumidores dos serviços mas também como cidadãos que querem se envolver no processo democrático. Como consumidores, são muito mais exigentes que seus pais e estão acostumados a um serviço personalizado e rápido. Como empregados, seu instinto contraria práticas tradicionais do ambiente de trabalho.

FOLHA - O sr. disse que o cérebro deles se "conecta" de outra forma.
TAPSCOTT
- Pesquisas mostram que o cérebro pode mudar ao longo da vida, estimulado pelo ambiente. Os cérebros das crianças podem mudar em um grau muito maior do que os dos adultos, mas esses também podem mudar -e mudam. Há muita controvérsia ainda, mas os primeiros indícios sugerem que a exposição constante a estímulos de tecnologias digitais, como games, pode mudar o cérebro e a maneira como ele percebe as coisas, torná-lo mais atento e acelerar seu processamento de informação visual. Não só jogadores de game são mais atentos visualmente como têm habilidade espacial mais desenvolvida, o que pode ser útil para arquitetos, engenheiros e cirurgiões. Além disso, vejo que em média o "digital" é mais rápido para mudar de tarefa do que eu e mais rápido para achar o que procura na internet. Embora esse tipo de pesquisa esteja engatinhando ainda, e não seja conclusiva, há indícios cada vez maiores. Os "digitais" parecem incrivelmente flexíveis, adaptáveis e habilidosos ao lidar com diversos meios de informação.

FOLHA - Nesse sentido, podemos chamar Barack Obama de primeiro presidente digital? Quais as implicações da eleição dele nessa geração?
TAPSCOTT
- Sim, acho que Obama é o primeiro presidente digital. O aumento do voto jovem foi crucial para seu sucesso. Mas os jovens fizeram mais do que apenas votar em Obama. Eles entraram para a política, mas no seu tipo de militância política. Usam Facebook para compartilhar informação, levantar dinheiro e organizar comícios num ritmo fenomenal. Usam YouTube, que ainda estava em sua infância em 2004, para alcançar milhões de eleitores via vídeo e música. Suas mensagens no Twitter transformaram o ciclo noticioso. Esta eleição marca o nascimento de uma força política irresistível que vai dominar e transformar os EUA. Em 2015, quando todos eles tiverem idade para votar, serão um terço do eleitorado. Têm na ponta dos dedos a internet, a ferramenta mais poderosa para informar, organizar e mobilizar. Além disso, sabem usá-la efetivamente, ao tomar a iniciativa e se comunicar diretamente entre eles para organizar atividades, em vez de esperar passivamente por notícias eleitorais vindas dos QGs de campanha. Essa faixa etária de público não aceitará um tipo de governo tradicional e será excepcionalmente exigente. Vai querer se envolver no ato de governar, ao contribuir com ideias antes que as decisões sejam tomadas. Também vai insistir na integridade dos políticos eleitos; se esses disserem uma coisa e fizerem outra, eles usarão suas ferramentas digitais para checar e espalhar o que descobrirem.

FOLHA - O sr. acha que economias emergentes como o Brasil têm chance de acompanhar as inovações digitais de economias avançadas? Ou há um "vácuo digital"?
TAPSCOTT
- Países em desenvolvimento podem não acompanhar as inovações no mesmo ritmo, mas certamente conseguirão reduzir o vácuo. A economia digital oferece uma oportunidade sem precedentes para a criatividade e o empreendedorismo para pequenos e médios negócios. A acessibilidade crescente de ferramentas exigidas para colaborar, criar valor e competir permite que as pessoas participem na inovação e na criação de riquezas em todos os setores. Novas infraestruturas de negócios de baixo custo - da telefonia via internet à terceirização global de plataformas- permitem a pequenas empresas criar produtos, acessar mercados e satisfazer consumidores de modos que só grandes corporações conseguiam antes. Países em desenvolvimento precisam entender as mudanças no setor privado global e desenvolver estratégias para negócios de todos os tamanhos para aproveitar as chances.

FOLHA - Como a atual situação econômica afeta o que o sr. chama de "wikinomics" ? Esse tipo de atividade pode ajudar no combate à crise financeira?
TAPSCOTT
- A colaboração no setor de serviços financeiros é fundamental para superarmos a atual crise. A indústria precisa de um novo modelo operacional, construído nos quatro princípios da "wikinomics": transparência, cooperação, compartilhamento de propriedade intelectual e ação global. Isso é factível e disponível num mundo digital. Chamemos de Gerenciamento de Risco 2.0.



Escrito por Simão Pedro Marinho às 13h13
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Pensamento do momento

De volta à Terra Brasilis, me ocupo em ler jornais acumulados por quase um mês.
No Caderno Equilíbrio, da Folha de S. Paulo, encontro um excelente artigo de Rosely Sayão: "Ao aluno o que é do aluno".
Ela trata da necessidade dos próprios alunos assumirem a tarefa da sua vida escolar, considerando que os pais têm se envolvido demais com isso.
Fala dos pais que levam os filhos a especialistas ou procuram aulas particulares devido às dificuldades que eles apresentam enquanto estudantes.
No ano passado vivi essa "necessidade".  Meu filho, então aluno do 2o ano do Ensino Médio, viveu algo inédito: três recuperações no final de ano.
Tive que apelar para a "prótese", ou seja, para professores particulares.
A minha idéia era oferecer ao meu filho muito mais um apoio emocional, uma possibilidade dele se sentir seguro para as provas que viriam. Afinal o tempo entre o resultado, que apontava o não-sucesso, e as provas que o colégio chama de recuperação era mínimo. Na escola dele não há recuperação de fato, entendida como um processo que permita ao aluno que mostrou insuficiência uma nova oportunidade de aprendizagem. Entrega-se uma lista de assuntos a serem estudados [isso é tarefa apenas do aluno, pensam], marcam-se datas das provas e deseja-se sorte ao estudante.
Apelei para as aulas particulares porque considerava que um profissional - eu, embora professor, não sou para o meu filho um profissional; sou apenas pai" -  ajudaria muito mais pelo emocional do que pelo conteúdo em si.
Não sei se a coisa foi exatamente do jeito que eu imaginava, mas meu filho acabou aprovado, sem aquela famosa ajuda dos tais dos conselhos de classe.
Confesso que não sei dizer se de fato interferi na vida escolar dele, coisa que deveria ser assunto dele com a escola, segundo a Rosely.
Não estou convencido de que errei por essa intereferência; nem de que acertei. Mas o texto da Rosely me faz pensar.

A escola também passa aos pais a responsabilidade de resolver a questão das notas baixas, em comportamento e em conteúdo. Ora, esse papel não é da escola junto ao aluno, qualquer que seja sua idade?



Escrito por Simão Pedro Marinho às 09h29
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Portal para autores literários

Em um comentário feito neste blog, Fabiano Franz recomenda o portal literar.org. Aliás, o portal é sua criação.
Trata-se de uma comunidade que busca a democratização da escrita.
No portal qualquer um pode mostrar suas criações literárias. E pode encontrar textos de diversos autores, votar nos melhores.
Que tal torna-se um colaborador do portal?
E, melhor ainda, que tal fazer com que seus alunos exponham ali seus textos, permitindo que possam estar sendo lidos além da sua pasta ou bolsa, além dos muros da escola?



Escrito por Simão Pedro Marinho às 12h29
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Demissões

Sei que a perda de emprego - a não ser por motivo justificado, conforme a lei - não deve ser motivo para risos.
Mas a charge de Jean - publicada ontem na Folha de S.Paulo - tratando da demissão de pessoal na Microsoft [postei sobre isso no dia 23/1] por conta da atual crise econômica atual, está bastante interessante.

Por falar em charge, por quê a escola usa tão raramente charges e quadrinhos em estratégias de aprendizagem dos seus alunos?
É uma linguagem que deveria ser mais usada, inclusive porque, aos olhos dos alunos, as charges e os quadrinhos são bem menos chatos do que textos e mais textos.



Escrito por Simão Pedro Marinho às 12h11
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Frase do momento

A frase do momento é mais do que frase. É parágrafo inteiro. Serve de mote para a defesa que vários de nós vem fazendo por uma necessária ousadia necessária para a mudança.

A frase/parágrafo é de Madalena Freire, no livro "O Coordenador Pedagógico e o espaço da mudança", organizado por Laurinda Almeida e Vera Maria Placco e publicado pela Loyola.

"Estar vivo é estar em conflito permanente, produzindo dúvidas, certezas, sempre questionáveis.
Estar vivo é assumir a educação do sonho cotidiano. 
Para permanecer vivo, educando a paixão, desejos de vida e de morte, é preciso educar o medo e a coragem.
Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em construir o novo".



Escrito por Simão Pedro Marinho às 11h38
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